sábado, 26 de abril de 2014

Temperatura como fator limitante na criação de aves

Temperatura

Segundo a wikipédia temperatura é:
‘’Medida física relacionada ao conceito fisiológico de quente e frio’’

‘’(Física) Variável de estado associada a um sistema termodinâmico que define a troca de calor com a vizinhança de forma que a energia térmica flui naturalmente das regiões de maior temperatura para as de menor temperatura.’’
‘’(Física) medida da energia cinética média (por grau de liberdade) das partículas integrantes de um corpo ou de um gás, a exemplo átomos, moléculas ou íons.
Nota: no sistema métrico a unidade de temperatura é o kelvin. A temperatura de zero kelvin (zero absoluto) é a menor temperatura que existe (sistemas em equilíbrio termodinâmico). No dia-a-dia utiliza-se tradicionalmente o grau centigrado (ou grau Celsius - °C). Nessa escala: zero absoluto = 0K = -273ºC.’’
‘’Indicação do grau de agitação (energia de vibração e translação) das partículas integrantes de um sistema, a exemplo moléculas.’’
‘’Indicação do nível de energia térmica por partícula que um dado sistema possui.’’

Porquê falar de temperatura?


Para os interesses zootécnicos, a temperatura esta ligada ao bem estar  animal  e a um maior índice de produção.





Fisiologia do Stress 

As aves são animais homeotérmicos.
A ausência de glândulas sudoríparas dificultam a troca de calor.





A epiderme das aves é fina e elástica, com poucos vasos sanguíneos , sem nenhuma glândula sudorípara nem glândula sebácea.

Característica das penas

As penas são estruturas epidérmicas encaixadas em folículos na pele e seu movimento é feito por um músculo liso.
As penas e a pele são encarregadas pela transferência de calor ao meio ambiente.
As perdas de calor por radiação dependem do tamanho da ave e da cor da pena.


Como favorecer o ambiente para que a temperatura não atinja a produção de aves?

'' CLIMATIZAR''


Temperatura e umidade do ar


Estudos demonstram que as condições de temperatura e umidade, são críticos na avaliação de produtividade.


Galpões sem nenhum equipamento de alivio de estresse térmico, podem representar perdas de bem estar( quando as condições estão fora da linha de termoneutralidade).

Ventilação

Porque ventilar?

  • Remover excesso de calor
  • Remover excesso de umidade
  • Diminuir a formação de poeira
  • Diminuir a produção de gases nocivos internos
  • Fornecer oxigênio necessário á respiração
  • Temperatura percebida, menor que a real, devido a velocidade do ar

Formas de ventilação

Ventilação positiva

Ventilação negativa

Esfriamento evaporativo

Orientação e ventilação natural




sexta-feira, 25 de abril de 2014

Amostragem de solo

AMOSTRAGEM DE SOLO

A amostragem tem então como finalidade estimar os parâmetros de uma população com uma
precisão que satisfaça às necessidades do uso das informações ou do estudo específico, a um custo mínimo.

As técnicas de amostragem de solos devem ajustar-se às necessidades dos estudos nos campos da
gênese e classificação, da química, da fertilidade, da microbiologia, considerando-se os objetivos para os
quais destinam os resultados das análises. Por exemplo, se serão utilizados para pesquisas ou para assistência 
a agricultores.
Assim, em trabalhos de gênese e classificação de solos, os pedons são caracterizados morfológica,
mineralógica, física e quimicamente. Para isto, seleciona-se um perfil representativo, do qual retiram-se
amostras em cada um dos seus horizontes ou camadas. Pedon é o menor volume que pode ser considerado 
solo, caracterizado por toda classe de variabilidade de horizonte que ocorre no solo.
Em trabalhos de pesquisa em química e em fertilidade de solos, em alguns casos, procura-se estudar
as relações entre características edáficas (por exemplo, quantidades e formas de ferro e sua influência na 
disponibilidade de fósforo). Nesses estudos o que interessa é ter um conjunto de amostras que se distribuam 
adequadamente em toda a amplitude de variação das características que se quer relacionar, sem importar se 
definida amostra é representativa, ou não, de certa população. Neste caso, tomam-se amostras de pedons ou 
conjuntos de pedons específicos.
Em outros casos as características determinadas analiticamente na amostra serão generalizadas para
um determinado conjunto de pedons (unidade de amostragem ou extrato relativamente homogêneo em 
relação a topografia, vegetação, cor, textura e umidade) dos quais a amostra deve representar as 
características médias. Desta forma, a amostra deve ser representativa da unidade de amostragem ou 
extrato. Nesta situação se encontram as amostragens para a avaliação da fertilidade do solo com o propósito 
de prestar assistência técnica aos agricultores.
Na avaliação da fertilidade de um solo é necessário o conhecimento de níveis ótimos (níveis críticos)
de nutrientes no solo para que não haja limitação da produção pela sua fertilidade. Estes níveis ótimos 
permitem que os nutrientes em níveis inadequados sejam corrigidos pela adubação. Torna-se, então, 
necessário analisar o solo a ser cultivado, o que será possível com a obtenção de uma amostra representativa 
do solo.Considerando que as análises são feitas a partir de amostra estas devem ser o mais 
representativas possíveis da população porque nenhum resultado é melhor que o verdadeiro resultado da amostra, portanto, nada que seja realizado no laboratório melhora a qualidade do resultado por sobre a qualidade da amostra.

A amostragem

O primeiro passo no procedimento da amostragem é a estratificação da paisagem, com o propósito de
reduzir a heterogeneidade do universo, controlando as macro variações. Os principais fatores a serem 
considerados na estratificação são a vegetação natural, o relevo, o uso passado atual e futuro e características 
do solo como textura e cor.

A definição do número de amostras simples por extrato é a preocupação seguinte. De modo geral,
recomenda-se a coleta de 20 a 40 amostras simples por unidade experimental.
Outro aspecto importante é a profundidade de amostragem. Esta deve ser definida considerando a
cultura que esta sendo ou vai ser realizada no terreno. Deve-se considerar a camada de solo que será
explorada pela maior porção do sistema radicular da planta para a absorção de nutrientes. Um critério prático para definir a espessura da camada é saber até que profundidade será preparado o terreno para o plantio. Para cultivos de ciclo curto usualmente amostra-se a camada de 0 a 20 cm. Para pastagem recomenda-se a amostragem de 0-10 cm. Para culturas perenes, como café e essências florestais a profundidade poderá ir ate 40 ou 60 cm. Nestas situações a amostragem deve ser feita por camadas, como por exemplo: de 0 a 20 cm; 20 a 40 cm e 40 a 60 cm, constituindo-se uma amostra composta por camada.


Outro aspecto importante a ser considerado é a distribuição dos pontos de coleta das amostras simples
dentro do extrato. É fundamental que os pontos de coleta estejam distribuídos por toda a área para que a
amostra composta seja representativa do extrato. Recomendas-se que a escolha dos pontos seja ao acaso,
percorrendo em zigue-zague toda a área da unidade de amostragem.

A retirada da amostra simples é feita utilizando-se enxada, enxadão, pá ou instrumentos próprios
denominados de trados ou sondas . Independente ao instrumento a ser utilizando e a
padronização do volume de solo coletado em cada ao amostra simples. Maiores cuidados são requeridos
quando utiliza-se enxada, enxadão ou pá. Com a utilização de sondas o volume de solo em cada amostra é
mais uniforme.


Durante o procedimento de amostragem as amostras simples são agrupadas em uma vasilha limpa,
um balde, por exemplo. Ao final o solo deve ser totalmente destorroado e intensamente misturado para uma
perfeita homogeneização. Desta retira-se aproximadamente, 500 dm
3 (0,5 L) de solo que se constitui na amostra composta, que deve ser devidamente embalada e identificada para ser enviada ao laboratório.


 A amostra deve ser acompanhada por um formulário preparado pelo laboratório onde se encontram o
nome e endereço do remetente, a identificação das amostras e informações complementares tais como:
cultura a ser feita, cultura anterior, adubação anterior, topografia etc.


Semiologia com Caprinos

Semiologia



Semiologia ou Propedêutica é a parte da medicina veterinária
relacionada ao estudo dos sinais e sintomas das doenças animais.
Vem do grego (semeîon, sinal + lógos, tratado, estudo). A semiologia é muito importante para o diagnóstico da maioria das enfermidades.
A semiologia veterinária estuda, também,
a maneira de revelar (anamnese, exame
clínico, exames complementares) e de
apresentar (observação, tabelas,
síndromes, etc.) esses sintomas, com o
propósito de se estabelecer um
diagnóstico. Sintoma é toda a informação subjetiva
demonstrada pelo paciente. É uma
sensação do paciente
(dor, por exemplo).
•Por outro lado, um sinal refere-se a toda
alteração objetiva, que é passível de ser
percebida pelo examinador (uma mancha
na pele, um sopro cardíaco, por exemplo).O propósito do exame clínico é identificar as
anormalidades clínicas que estão presentes e os fatores
de risco que determinam a ocorrência da doença no
indivíduo ou rebanho
A causa mais provável pode ser determinada
Os órgãos ou sistemas envolvidos, a localização e tipo
de lesão presente, os processos fisiopatológicos que
estão ocorrendo e a severidade da doença podem ser
deduzidos a partir do exame clínicoSem um exame clínico eficiente e um diagnóstico preciso
torna-se mais difícil o controle, prognóstico e bem-estar dos
animais
 O exame clínico completo consiste em checar a presença ou
ausência de todas as anormalidades clínicas e fatores de risco
que predispõem à doença
Muitos clínicos começam seu exame fazendo um exame geral
que inclui uma ampla busca por anormalidades  o sistema
ou região envolvido é identificado e examinado em maiores
detalhes, através de um exame completo ou exame orientado.

Anamnese (do grego aná, trazer de novo e mnesis, memória):
é uma entrevista realizada por um profissional da área
da saúde com o proprietário ou tratador do animal, que
tem a intenção de ser um ponto inicial no diagnóstico de
uma doença. Em outras palavras, é uma entrevista que
busca relembrar todos os fatos que se relacionam com a

doença (histórico da doença) e ao animal doente.

O exame clínico ideal é dividido em diversas etapas:
Queixa do proprietário
Identificação do paciente
Histórico do(s) paciente(s)
História da propriedade
Observação do ambiente
Observação do animal à distância
Observações detalhadas do animal
Exame do animal
Investigações adicionais.

Técnicas utilizadas durante
um exame físico

Inspeção visual:

Esta é utilizada para identificar anormalidades de
conformação, marcha, contorno e postura.
A avaliação visual pode ajudar a determinar o tamanho e as
características de uma lesão.
• Inspeção : exame visual externo a olho nu (cavidades
naturais : narinas, cavidade oral, vagina, abdome)
• Endoscopia : uso de instrumentos: espéculos,
endoscópios, oftalmoscópios)

Inspeção olfativa:

Esta é utilizada para identificar e caracterizar cheiros
anormais que podem estar associados às doenças.
• Secreções purulentas, necrose tecidual
• Enterite
• Infecção grave do sistema genital
• Infecção urinária
• Cetose  corpos cetônicos  odor adocicado  frutas mais do
que maduras

Percussão (batidas):
• A ressonância de um objeto pode ser determinada pelas vibrações
produzidas dentro dele pela aplicação de uma força aguda.
• O som produzido fornece informações quanto à forma, tamanho e
densidade do objeto.

 Manipulação (movimentação):
• A manipulação de uma estrutura indica a resistência e a amplitude
de movimentos possíveis.
• Sons anormais podem ser produzidos, e a dor produzida em
resposta ao movimento pode ser avaliada

Palpação (toque):

• Alterações na forma, tamanho, consistência, posição,
temperatura e sensibilidade ao toque (resposta da dor)

 Auscultação (exame auditivo):

• Alterações na frequência, ritmo e intensidade dos sons
normais podem ser detectadas.
• Sons anormais podem ser identificados
• Estetoscópio  aumenta a acuidade

Balotamento (rebote):

• Este é feito empurrando-se bruscamente a parede corporal e com a força
necessária para que as estruturas internas sejam primeiro propelidas em
sentido oposto à parede corporal e então voltarem em rebote contra os dedos
do operador.
• Isto permite avaliar a presença ou as características de uma estrutura interna.

 Sucussão (sacudir):

• A sucussão é praticada para determinar o conteúdo líquido de uma víscera.
• O fato de sacudir induz o líquido contido em uma víscera a produzir um som
audível, característico, que pode ser detectado pela auscultação.