sábado, 2 de agosto de 2014

Vacinação Animal

Vacinas

Todo e qualquer imunógeno empregado para ativar uma resposta imune específica a determinado agente infeccioso e/ou toxina produzida por estes, com o objetivo de mimetizar uma resposta imune primária, e consequente desenvolvimento de memória imunológica protetora e de longo termo.

As razões para desenvolver vacinas veterinárias  são múltiplas

Para proteger a saúde dos animais - Para eliminar / erradicar uma infecção, 
Para melhorar o bem-estar animal,
Para proteger a saúde pública,
Para proteger os consumidores de alguns riscos que podem estar ligados a produtos derivados de animais produtores de alimentos, 
Para proteger o ambiente e a biodiversidade, 
Para evitar a emergência de agentes patogênicos resistentes a drogas disponíveis, 
Promover uma agricultura sustentável. 

Vacinação com bovinos


        Em qualquer tipo de manejo com os bovinos deve-se enfatizar a boa relação entre o homem e o animal. A vacinação é uma ação necessária na criação animal, quer seja pela obrigatoriedade de leis que visam à prevenção ou erradicação de algumas doenças, quer para assegurar boas condições de saúde aos animais, minimizando riscos de doenças e consequentes prejuízos econômicos.


No entanto, o procedimento de vacinação é, em si, uma prática aversiva, portanto, deve ser realizada de forma racional, de modo que o impacto negativo do manejo não seja tão acentuado para os animais.

A adoção do manejo racional na vacinação proporciona benefícios econômicos diretos, com diminuição na perda de vacina, de danos aos equipamentos (seringas quebradas e agulhas tortas) e de riscos de acidentes de trabalho, melhorando a rotina das atividades da fazenda.

Planejamento


O planejamento da vacinação começa com a definição de quem será responsável pela organização dos trabalhos. Essa pessoa deve estruturar um calendário de vacinações, definindo:
1- quais vacinas serão aplicadas,
2- quando serão aplicadas,
3- quais animais serão vacinados,
4- onde a vacinação será realizada,
5- quem realizará o trabalho,
6- como a vacinação será feita (padrões de boas práticas de manejo).

O período de proteção e a eficácia de uma determinada vacina estão relacionados a vários fatores:


Fatores relacionados à vacina


Formulação da vacina: existem inúmeros laboratórios que produzem vacinas para bovinos no Brasil e no mundo. Diferentes tecnologias são empregadas, consequentemente originando produtos com características diferentes entre si, mas com a mesma finalidade de proteção.
Validade: atenção à data de validade das vacinas (que consta do rótulo), não aplique vacinas vencidas.


     Fatores relacionados ao manejo da vacinação


Conservação da vacina: mantenha as vacinas bem armazenadas, siga sempre a orientação do fabricante.

Aplicação adequada da vacina: siga os procedimentos descritos no rótulo das vacinas e neste manual.
Dose de reforço: quase todas as vacinas para os bovinos, para expressarem seu efeito máximo, precisam de uma dose de reforço quando o animal a recebe pela primeira vez em sua vida, seguida de doses complementares semestrais ou anuais conforme a orientação do fabricante.

          FATORES RELACIONADOS AO ANIMAL E AMBIENTE

É importante ressaltar que para uma boa resposta do sistema de defesa, o animal deve estar em perfeita condição de saúde e nutrição. Mesmo assim, alguns indivíduos não são capazes de responder à vacinação. Sendo assim, podemos dizer que em um grupo de animais vacinados adequadamente, em média 5% dos animais não ficarão protegidos. 
      Por isso, medidas complementares de manejo devem ser tomadas para o controle das enfermidades, tais como destinação correta de carcaças de animais, isolamento e tratamento de animais com doenças infecto-contagiosas, vacinação periódica de todo rebanho contra uma série de doenças, eliminação de agentes vetores de doenças (mosquitos, carrapatos, morcegos, etc.), entre outras.

Cuidados com as vacinas

Vacinas, via de regra, são produtos bastante delicados, principalmente em relação à temperatura que devem ser guardadas.
No momento da compra, certifique-se de que as
vacinas estão bem armazenadas e que o cuidado será mantido durante 
transporte e na fazenda, até o momento de sua aplicação. Devem estar
protegidas do sol e em ambiente refrigerado, de 2º a 8ºC. Além desses
cuidados, é importante verificar a validade das vacinas, descartando
de forma segura para o ambiente (incinerar) as que estiverem vencidas.
Tenha cuidado também para que a vacina não congele. Isto pode causar nódulo no local da aplicação, além de falta de eficácia.



Preparação das instalações


Alguns dias antes da vacinação, faça uma completa revisão das instalações.
Procure manter o piso limpo e seco, com isto os riscos de escorregões e quedas serão menores.
A preparação das instalações resultará em maior agilidade, bem como em menor risco de acidentes para a equipe e para os animais.

Preparação dos equipamentos


        Seringas e agulhas são equipamentos indispensáveis à vacinação.
Verifique se as seringas estão disponíveis em número adequado e se estão em boas condições para o trabalho. Providencie a manutenção ou a substituição quando for o caso. É recomendado ter à mão pelo menos duas seringas para cada vacina a ser aplicada.
Não utilize agulhas tortas, com fio gasto (ponta romba), nem as que estiverem sujas ou enferrujadas. Agulhas nestas condições devem ser jogadas fora.
Agulhas não duram para sempre!
Mesmo que elas não aparentem estar estragadas, devem ser
substituídas conforme indicação do fabricante.
É RECOMENDADO ESTERILIZAR AS AGULHAS DURANTE A VACINAÇÃO, DE PREFERÊNCIA EM ÁGUA FERVENTE.
Para guardar as vacinas e seringas carregadas deve-se usar caixa térmica (de isopor, plástico, ou de alumínio), com gelo ou gel congelado para garantir a temperatura recomendada pelo fabricante da vacina.
O ideal é que a área de trabalho seja coberta, o que irá favorecer a conservação das vacinas, bem como das instalações e equipamentos, além de proporcionar melhores condições de trabalho.

Condução e manejo dos animais no curral
A condução dos animais até o curral deve sempre ser realizada com calma, sem correrias ou gritos, deslocando os animais de preferência ao passo.Quando o pasto for muito distante, conduza os animais na véspera, deixando-os passar a noite em um piquete próximo ao curral.
Utilize piquetes próximos ao curral para deixar os animais a serem vacinados.Dentro do curral, procure trabalhar com lotes de no máximo 20 animais. Evite

manter os animais por longo tempo nos compartimentos do curral (mangas).
Leve os animais ao brete sem correria, gritos ou choques. Não encha
o brete a ponto de apertar os animais, nem as mangas, onde os animais
devem ocupar no máximo metade do espaço disponível.


Boas Práticas de Fabricação


quinta-feira, 1 de maio de 2014

Doenças Genéticas em Animais

 São doenças causadas por anomalia nos genes cromossomos, por erro maquinário celular, ou por ação de fatores ambientais.

 

As doenças Genéticas pode ser classificadas em:
§Doenças Cromossômicas
       Excesso ou deficiência de genes contidos em cromossomos inteiros ou porções cromossômicas ;
§Doenças Poligênicas
  Combinação de pequenas variações nos genes, muitas vezes em conjunto com fatores ambientais;
§Doenças Monogênicas
  Alteração (mutação) na sequência de DNA de um único gene.

Podem ainda serem classificadas de acordo com o local de ação:

 Anatômicas ou Funcionais

§Distrofia muscular de Duchenne – Golden Retriever;


 §Palato Fendido;


§Condrodisplasia ( Síndrome do Cordeiro Aranha);
Caracterizada por graves anormalidade no sistema músculo - esquelético, principalmente em ovinos de cara- negra.


§Sindactilia (Casco de Mula); 



§Prognatismo;


Metabólicas e Bioquímicas
§Anemia hemolítica;
Deficiência de Piruvato- quinase em cães e gatos.


§Epteliogênese imperfeita;
Fragilidade extemada pele devido a falta de tecido conjuntivo.


§Sindrome de Ehlers-Danlos;
Alteração na síntese de colágeno tipo I ou formação de fibras.


Resistência ou Susceptibilidade 
Diarreia neonatal em leitões;
Se o animal for resistente leva a morte do parasita; Se o animal for susceptível o parasita persiste; se o animal for de resistencia intermediária , o parasita persiste mas com dificuldade de  reprodução.




Doenças Genéticas Clássicas

GÊNE HALOTANO
Hipertermia ou Sindrome de Estresse Suíno
Ocorre em animais submetidos ao stress , causando rigidez muscular, aumento da temperatura corporal e acidose->Morte.
BLAD
Deficiência de Adesão Leucocitária Bovina
Deficiência glicoproteica na superfície dos leucócitos, causando comprometimento do sistema imune. Severas e recorrentes infecções bacterianas como pneumonia.
POMPE
Glicogenose Tipo II
Acúmulo anormal de Glicogênio nas células nervosos e musculares. perda na condição corporal, crescimento lento, fraqueza muscular e falta de coordenação.
GVM
Mal Formação do Complexo Vertebral
Encontrada em animais natimortos e raramente em animais vivos. Animais com baixo peso e com encurtamento da coluna vertebral e torácica.
DUMPS

Deficiência de Uridina Monofosfato Sintetase
Deficiência na biossíntese de pirimidina, comprometendo a produção de DNA e RNA.
CITRULINEMIA
Acumulo de citrulina e de amônia nos fluidos corporais. Comprometimento no Ciclo da ureia. Morte por envenenamento.
HYPP
Paralisia Periódica Hipercaliêmica
Afeta os canais de sódio nas células musculares. Crises intermitentes de fraqueza muscular e tremores.

sábado, 26 de abril de 2014

Temperatura como fator limitante na criação de aves

Temperatura

Segundo a wikipédia temperatura é:
‘’Medida física relacionada ao conceito fisiológico de quente e frio’’

‘’(Física) Variável de estado associada a um sistema termodinâmico que define a troca de calor com a vizinhança de forma que a energia térmica flui naturalmente das regiões de maior temperatura para as de menor temperatura.’’
‘’(Física) medida da energia cinética média (por grau de liberdade) das partículas integrantes de um corpo ou de um gás, a exemplo átomos, moléculas ou íons.
Nota: no sistema métrico a unidade de temperatura é o kelvin. A temperatura de zero kelvin (zero absoluto) é a menor temperatura que existe (sistemas em equilíbrio termodinâmico). No dia-a-dia utiliza-se tradicionalmente o grau centigrado (ou grau Celsius - °C). Nessa escala: zero absoluto = 0K = -273ºC.’’
‘’Indicação do grau de agitação (energia de vibração e translação) das partículas integrantes de um sistema, a exemplo moléculas.’’
‘’Indicação do nível de energia térmica por partícula que um dado sistema possui.’’

Porquê falar de temperatura?


Para os interesses zootécnicos, a temperatura esta ligada ao bem estar  animal  e a um maior índice de produção.





Fisiologia do Stress 

As aves são animais homeotérmicos.
A ausência de glândulas sudoríparas dificultam a troca de calor.





A epiderme das aves é fina e elástica, com poucos vasos sanguíneos , sem nenhuma glândula sudorípara nem glândula sebácea.

Característica das penas

As penas são estruturas epidérmicas encaixadas em folículos na pele e seu movimento é feito por um músculo liso.
As penas e a pele são encarregadas pela transferência de calor ao meio ambiente.
As perdas de calor por radiação dependem do tamanho da ave e da cor da pena.


Como favorecer o ambiente para que a temperatura não atinja a produção de aves?

'' CLIMATIZAR''


Temperatura e umidade do ar


Estudos demonstram que as condições de temperatura e umidade, são críticos na avaliação de produtividade.


Galpões sem nenhum equipamento de alivio de estresse térmico, podem representar perdas de bem estar( quando as condições estão fora da linha de termoneutralidade).

Ventilação

Porque ventilar?

  • Remover excesso de calor
  • Remover excesso de umidade
  • Diminuir a formação de poeira
  • Diminuir a produção de gases nocivos internos
  • Fornecer oxigênio necessário á respiração
  • Temperatura percebida, menor que a real, devido a velocidade do ar

Formas de ventilação

Ventilação positiva

Ventilação negativa

Esfriamento evaporativo

Orientação e ventilação natural